Em
um estudo investigativo observar-se que a Inglaterra é hoje um dos países que
mais se preocupam com a educação de seus cidadãos. E essa preocupação com o
ensino começa desde cedo nas escolas primárias, visando que a educação deve ser
trabalhada desde a “base” do indivíduo, neste caso as escolas infantis, que
possuem carga horária integral, onde o aluno passa grande parte do seu tempo no
ambiente escolar.
“Nas
escolas primárias, todos devem receber educação que satisfaça “à idade,
capacidade e aptidões dos alunos”. Nas classes destinadas a crianças de 5 a 7
anos, o trabalho é similar ao dos jardins de infância (infant schools).”
(LOURENÇO FILHO, 2004, p.74)
A
Inglaterra possui um sistema em que o aluno é amparado de bons recursos para a
aquisição de conhecimentos e bons métodos de ensino, “é dos países que
proporcionalmente mais gastam com serviços de educação – mais de 3% da renda
nacional. Nos últimos anos, o montante das despesas tem sido superior a 700
milhões de libras”. (LOURENÇO FILHO, 2004, p.75). Talvez por isso ocupa um lugar significativo
no ranking mundial.
Nas que
se seguem, ensinam-se Inglês, Aritmética, Geografia, Música, Desenho, Trabalhos
Manuais e Religião, não havendo, porém, programas uniformes. Uma parte do tempo
é sempre reservada a jogos e exercícios de Educação Física. Elevada porcentagem
de escolas usa de métodos ativos, na forma de projetos e centros de interesse;
mas grande número ainda conserva procedimentos tradicionais ou pratica um
sistema de transição. (LOURENÇO FILHO, 2004, p.74)
Vejamos
que o Brasil buscando uma melhora na educação procura cada vez mais métodos e
alternativa para bons resultados não dependendo apenas dos recursos financeiros
que neste caso são poucos, em relação à proporção de alunos, ou seja, é um país
muito grande com pouca infraestrutura.
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| fonte: http://revistaescola.abril.com.br/img/politicas-publicas/infraestrutura-escola-instalacoes.gif |
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| fonte: http://www.conjur.com.br/2011-jun-28/educacao-infantil-direito-fundamental-nao-garantido-municipios?pagina=3 |
Pensando
na educação como um todo, temos o letramento como um enfoque fundamental. Sendo
este um conhecimento de mundo que o indivíduo adquire interagindo uma
experiência discursiva social com um entendimento do contexto em que se vive.
Neste ponto da discussão é importante saber diferenciar letramento de
alfabetização. “A alfabetização considerada como o ensino das habilidades de “codificação”
e “decodificação” foi transposta para a sala de aula. ”(SANTOS, 2007, p.12)
Definir
o termo “alfabetização” parece ser algo desnecessário visto que se trata de um
conceito conhecido e familiar. Qualquer pessoa responderia que alfabetizar
corresponde à ação de ensinar a ler e a escrever. No entanto, o que significa
ler e escrever? Ao longo da nossa história, essas ações foram tornando-se mais
complexas, e suas definições se ampliaram, passando a envolver, a partir da década
de 1990 principalmente, um novo termo: o letramento. (SANTOS, 2007, p.12)
Um
fator que é importante lembrar é que o fato da pessoa ser alfabetizada não
significa que ela é letrada. Tratando assim a alfabetização e o letramento como
dois processos distintos que necessitam ser interligados para um posterior
sucesso escolar.
Nos
últimos vinte anos, principalmente a partir da década de 1990, o conceito de
alfabetização passou a ser vinculado a outro fenômeno: o letramento. Segundo
Soares (1998), o termo letramento é a versão para o Português da palavra de
língua inglesa literacy, que significa o estado ou condição que assume aquele
que aprende a ler e a escrever. Esse mesmo termo é definido no Dicionário
Houaiss (2001) “como um conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de
diferentes tipos de material escrito”. (SANTOS, 2007, p.17)
Sobre
o letramento na Inglaterra, observa-se que alguns estudiosos sobre o assunto
não concordam é a perspectiva que o sistema tem sobre o aprendizado, onde
acreditam que o conhecimento deve ser baseado apenas nas habilidades, ignorando
assim os fatores culturais e sociais.
A
perspectiva padrão em muitos campos, da escolarização a programas de
desenvolvimento, trabalha com a suposição de que o letramento por si só –
autonomamente – terá efeitos sobre outras práticas sociais e cognitivas. Introduzir
o letramento para as crianças na escola, para pessoas “iletradas” em vilarejos
e para jovens pobres em áreas urbanas, entre outros, teria o efeito de
intensificar suas habilidades cognitivas, melhorar suas perspectivas
econômicas, torná-los cidadãos melhores, independentemente das condições
sociais e econômicas que respondem pelo seu “iletrismo”, em primeiro lugar. (STREET,
2013, p.3)
Pensando
em uma comparação com o Brasil a Inglaterra sai na frente por sua preocupação
maior com o investimento em educação, porém a grande maioria das escolas
brasileiras e seus profissionais se preocupam tanto com o letramento dentro das
habilidades, ou seja, um letramento escolar, tanto com o letramento a partir do
conhecimento e vivência de mundo do aluno, o letramento cultural-social.
Esta
é uma grande discussão que deve ser trazida pra sala de aula, saber o que
realmente o aluno precisa aprender e ensinar com clareza e de forma que
aproveite todo o conhecimento que o aluno traz por experiências vividas.
A
Inglaterra tem uma preocupação com o futuro profissional de seus alunos, por
isso já considerada tão cedo as habilidades e preferências de cada um
observadas e orientadas pelos professores.
No
último ano do curso, realizam-se exames para que melhor se possa orientar os
alunos em sua distribuição pelos diferentes tipos de escolas de nível médio.
São utilizados testes de aptidões gerais, como os de inteligência, e, em muitas
escolas, provas de aptidão especiais. Todas realizam exames: de Inglês e
Aritmética, e grande número, de conhecimentos gerais. Para a orientação na
matrícula em um ou outro dos tipos das escolas médias, têm-se também em conta
as informações dos professores, as preferências que os alunos hajam manifestado
e os desejos dos pais. (LOURENÇO FILHO, 2004, p.77)
Numa
perspectiva crítica relatamos que apesar de todas as dificuldades enfrentadas
pela educação brasileira, o letramento no Brasil é um foco a ser, por muitas
vezes, pensado, os profissionais envolvidos com a educação devem se preocupar
com aulas com no contexto que o aluno e a escola, que ele frequenta, estão
inseridos. Por isso não devemos pensar em letramento sem o apoio de bons profissionais.
Assim se torna necessário o tal apóia financeiro que a Inglaterra possui e que
eleva seu nível de educação.
Contudo
independentemente da comparação, o Brasil peca em alguns pontos, pois nossos
representantes diferentemente da Inglaterra não dão o real valor a educação, pois
para uma nação bem preparada devemos pensar em um foco todo voltado para a educação,
pois não existe futuro promissor sem educação. Pensar em um país sem a
preocupação com a educação é pensar em um país falido em todos os sentidos.
Escola não é brincadeira é um lugar sério, o lugar mais importante de um país
preocupado com o futuro.
REFERÊNCIAS:
2- STREET.
Brian V. Políticas e práticas de
letramento na Inglaterra: Uma perspectiva de letramentos sociais como base para
uma comparação com o Brasil. Cad. Cedes, Campinas, v. 33, n. 89, p. 51-71,
jan.-abr. 2013 Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br
3- SANTOS, Carmi Ferraz. Alfabetização e letramento: conceitos e
relações / organizado 1ed., 1reimp. –Belo Horizonte: Autêntica, 2007 152 p.
4- BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.



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